Um dilema chamado Amamentação!

Estamos vivendo, nos últimos dias, um momento bem delicado, meu leite aos poucos está diminuindo e em alguns momentos não consigo atender ao pedido do meu pequeno. Certa noite, por volta de 23h o Gabriel pediu mama e eu só consegui amamentá-lo a 1h da manhã, não havia nenhum tipo de leite em casa que eu pudesse dar a ele, e fui enrolando até finalmente o leite descer. Mesmo ele com 9 meses, comendo de tudo, a ideia de ter que recorrer ao leite artificial, mesmo que apenas em último caso, deixa-me muito chateada. E com esse “fim” se aproximando, peguei-me pensando no começo, em tudo o que vivemos: nas dificuldades, nas dores, no desespero, nos pensamentos negativos, na força e persistência, e venho dividir com vocês como foi minha experiência em amamentar até aqui.

Já começo dizendo que se tem uma coisa que a experiência me ensinou é que AMAMENTAR NÃO É LINDO E MUITO MENOS PRAZEROSO como retratam os comerciais de TV (sei que vou causar polêmica mas é minha opinião baseada no que vivenciei), pelo menos não no começo. Amamentar dói, machuca, sangra, cansa, desgasta, faz nos sentirmos péssimas por vezes, até mesmo por passar pela cabeça o pensamento de desistir (sim, pode acontecer).

Amamentar é um processo de aprendizado, você e o bebê sabem exatamente o que devem fazer, mas não sabem como. São dias ou até semanas de aprendizado de ambas as partes, e nesse período precisamos ter muita calma, paciência, compreensão para conseguirmos lidar com a situação e não desistir (e é muito difícil). Eu me recordo que já no hospital tive muitas dificuldades. A primeira mamada, assim que o Gabriel chegou no quarto, foi uma beleza, chorei de emoção na hora, porém as demais mamadas ainda estavam por vir (risos). Sempre que o Gabriel queria mamar e eu tentava ajudá-lo, fracassava. Não entendia como aquilo era tão difícil. O que me deixava mais chateada ainda, era quando eu recorria a ajuda de alguma enfermeira, ela magicamente fazia o pequeno abocanhar meu seio, mas bastava ela sair do quarto para o pequeno largar o seio e começarmos a batalha tudo de novo. E a segunda madrugada que ele resolveu ficar “chupetando” no meu seio, aiai… Lembranças.

Porém, chegar em casa nos deu uma certa tranquilidade e confiança a mais (sim, senti que o pequeno também estava melhor em casa do que no hospital), e a “luta” continuava. Luta constante para ser forte e dar para aquele pequeno ser, tudo o que ele precisava, amor e carinho em forma de alimento. E ao longo dos primeiros dias meu seio rachou, sangrou, o pequeno recusou o seio machucado, o que sobrecarregou o outro, tive que usar bombinha, minha nossa quanto leite. Haja pomada de lanolina para cicatrizar as rachaduras (fica a dica, eu usei Lanidrat, não tem necessidade de lavar o seio antes da mamada). Mas a medida que o tempo passava, aprendíamos cada vez mais a lidar com a situação, até finalmente ambos estarmos craques no quesito amamentação :D. Começava a gostar daquilo, mas ainda estava no modo automático.

Ai veio a primeira “crise”. Por volta de 1 mês e meio, passamos pelo nosso primeiro pico de crescimento (falo sobre isso nesse post aqui), e durante esse período, havia momentos do dia em que o Gabriel mamava de hora em hora, insaciável. Comecei a me desesperar achando que não tinha leite suficiente ou que talvez essa história de leite fraco fosse mesmo verdade. Procurei informações na internet e me deparei pela primeira vez com o assunto “Picos de crescimento e Saltos no desenvolvimento”, e lendo a respeito, comecei a me tranquilizar e continuar firme na minha jornada. Era normal, todo o bebê passa por isso, em resumo os bebês não crescem gradativamente, dia após dia, na verdade eles tem uns períodos de estirão, e por isso, nessa fase eles necessitam de mais alimento. Por sinal, geralmente é nessa fase que muitas mamães param de amamentar, por achar que não possuem leite suficiente ou que o leite é fraco ou ainda por não aguentarem a situação cansativa (ouvi muitas histórias de mães que pararam nessa fase, inclusive uma amiga que parou de amamentar mas incentivou-me a continuar, dizendo que era normal e tals). Mamães, fica o alerta: você tem leite suficiente sim e ele não é fraco, a medida que o bebê solicita o leite materno, nosso organismo se adapta a necessidade e aumenta a produção, e mais, é um momento passageiro, como toda a fase que o bebê vive, dura dias, no máximo semanas, e após essa fase a rotina volta ao normal. Então, tentem ser compreensivas, fortes e tenham um pouco de paciência, por mais difícil que possa ser. Você é capaz, acredite em si mesma!!!

Bem, voltando… depois dessa fase as coisas simplesmente começaram a fluir. Eu sai do automático – acorda, mama, troca fralda, coloca pra dormir (e chora em todos esses momentos) – e passei a curtir aquele ser, a olhá-lo com admiração, com amor. E ele também, estava diferente, olhava-me fundo nos olhos, sorria as vezes (eu acho), retribuía meu afeto.

Os meses foram passando, algumas crises indo e voltando, picos de amamentar demais, de menos, momentos em que eu cansava e dizia que não aguentaria mais amamentar (besteira, falava da boca pra fora) e contando os meses para atingir, no mínimo, minha meta. Desde que eu engravidei, sonhava com a amamentação, e dizia a mim mesma que seria forte e o amamentaria pelo menos até o 6 meses (tempo mínimo recomendado pela OMS).

Finalmente o Gabriel completava 6 meses. Desde os 5 meses comia algumas frutas e tomava sucos e agora começaríamos mais uma etapa: almoço e jantar, teria uma folga na amamentação nesses horários. E foi exatamente o que aconteceu, o pequeno se adaptou tão bem a papinha salgada, que raramente precisava complementar com leite materno na sequência, e com o intervalo sem amamentar, o leite havia aumentado, mas por pouco tempo. Assim que a rotina se instalou, meu organismo também se adaptou, porém também começou a dar os primeiros sinais de que talvez o fim da amamentação estivesse próximo. Em alguns momentos, no horário de amamentar, o leite demorava a descer, as vezes 5, 10 minutos, era frustrante pois o pequeno não entendia e ficava, algumas vezes, desesperado. Mas ainda assim mantive-me firme e insistente. Nessa fase começaram a aparecer os primeiros dentinhos, e a ansiedade de o pequeno morder meu seio e eu desistir de amamentar por isso. Ouvi cada história horrível sobre o bebê morder o seio da mãe até sangrar, arrancar um pedaço do bico do seio… e cheguei a conclusão que não existe meio termo para uma contação de histórias maternas: ou são 100% lindas ou 100% assustadoras, tem que se ter muito pé no chão (risos). De qualquer forma nada aconteceu, algumas leves mordiscadinhas quando ele cochilava durante a mamada, mas possíveis de sobreviver

Com 8 meses, o Gabriel contraiu sua primeira virose, junto com ela apareceu uma feridinha na garganta que o fez recusar a papinha salgada, doce, e passou a mamar apenas. Achei que ia enlouquecer. A sensação de fracasso por regressar a rotina do começo era frustrante, e muito, muito difícil. Foram quase 2 semanas de amamentação exclusiva novamente, e apenas no seio. O medo de começar tudo de novo, de ele não aceitar mais o alimento sólido, de finalmente eu desistir e partir para o leite artificial. Mas passou, superamos mais essa fase e a rotina tranquila voltou a reinar em casa.

Hoje, o Gabriel está com 10 meses (comecei a escrever esse texto há 1 mês +/-), alimentando-se super bem de sólidos, já tem seus sabores preferidos, desfrutando do leite materno 3x ao dia que ainda não secou e não falhou bruscamente a ponto de recorrer ao leite artificial… E quem diria, tenho pensado sobre amamentar até os 2 anos de idade (ou pelo menos o quanto eu ainda for capaz). Nunca pensei que um dia cogitaria a possibilidade e nunca pensei que um dia eu diria que gosto de amamentar, que hoje sinto prazer e muito amor ao vê-lo se alimentando de mim. Foi uma difícil jornada até aqui, sem dúvida, como ouço muitas mães dizerem “ser mãe é padecer no paraíso”, fato, mas a satisfação de missão cumprida não tem preço. Olhar para trás, ver toda aquela dificuldade e perceber o quanto fui forte e guerreira (e por favor “super mamães” sem aqueles clichês de que eu não fiz mais que a minha obrigação ok) simplesmente não tem preço.

E como eu disse no começo desse relato “AMAMENTAR NÃO É LINDO E MUITO MENOS PRAZEROSO”, mas realmente isso é só no começo, porque ao longo do tempo, o aprendizado a dois é tão intenso, que aos poucos, supera toda a dificuldade vivida.

primeira mamada do Gabriel

primeira mamada do Gabriel

mamando

Mamando ao 10 meses de idade

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Carta de um recém nascido

A chegada de um bebê é carregada de felicidade, entusiamo e curiosidade. Pais, familiares, amigos, todos se contagiam… Porém, muitas vezes se esquecem da importância dos cuidados iniciais com esse novo serzinho, já querem logo visitá-lo, pegá-lo, embalá-lo, beijá-lo, enfim, toda essa agitação pode e certamente irá incomodar o pequeno, que acabou de chegar ao mundo e não faz ideia do que está acontecendo.

Sendo assim, trago uma cartinha, na visão do recém nascido, com orientações dos cuidados que ele gostaria muito que tivessem com ele. Confiram:

Gabriel Amaral - 10 dias de vida

Gabriel Amaral – 10 dias de vida

Carta de um recém nascido

Olá!

“Eu acabei de nascer, preciso de silêncio!

Eu preciso dormir bastante, por favor,
só me acorde para ser amamentado ou trocado.

Não exija demais da minha mãe,
alguns palpites podem confundi-la!

Eu sei que sou fofinho, mas ficar de colo
em colo não é confortável para mim…

Se for me pegar, lave muito bem suas mãos.

Não me compare a outros bebês, pois cada
qual possui suas particularidades.

Meu nariz é muito sensível,
não use perfume quando vier me visitar.

Eu adoro chupar dedo, evite pegar
nas minhas mãozinhas.

Eu adoro seus carinhos, mas beijos podem
me causar problemas.

Se estiver resfriado, volte outro dia.

Teremos outras oportunidades
de nos conhecermos melhor…

Obrigado, daqui a pouco vou crescer
e a gente vai se curtir bem mais.”

(Autor desconhecido)

Os picos de crescimento e os saltos no desenvolvimento dos bebês

Estamos vivendo mais um tenso pico de desenvolvimento, faz uma semana que parece que estou num filme de terror, e o resultado é quase um colapso de tão cansada/estressada/angustiada/sem saber o que mais fazer. O pequeno está chorão, inquieto, muda de humor o tempo todo e do nada, nenhum brinquedo o satisfaz e ao mesmo tempo ele apresenta estar encantado com eles, dormir então virou uma guerra, quer colo o tempo todo e na maioria das vezes só o meu (é até engraçado lembrar, certa noite o Gabriel estava muito chorão e eu acionei o pai para acalmá-lo, assim que tentei dá-lo ao pai, ele agarrou em mim em protesto, então eu disse que se ele não parasse de chorar iria para o colo do pai, o pequeno parou na hora, por pouco tempo é claro, e repetindo a situação, o mesmo aconteceu).

Gabriel em sua cama

Gabriel em sua cama

Mas também, coitadinho do pequeno, aprendeu e está aprendendo a fazer uma série de coisas de uma única vez: sentar, engatinhar, ficar em pé escorando em alguma coisa (geralmente sofá e dentro do carrinho), imagina a intensidade dessas novidades na cabeça de um bebê. Tem ainda a mudança do quartinho, aos poucos estamos transformando-o num quarto montessoriano (falarei mais sobre o assunto em um outro post), está mais alegre, divertido, ao alcance e exatamente durante essa mudança notei que o desenvolvimento dele se intensificou. Ao mesmo tempo ele decidiu que já está crescidinho e que não quer mais a chupeta para dormir e para completar com a cereja do bolo, acredito que ele também está passando pela fase da ansiedade da separação. Meu Deus!!! Como é que eu não surtei ainda!!! Opa mas eu estou surtando, não faço outra coisa senão chorar, chorar e chorar.

Eu já sabia desses picos ao longo do crescimento/desenvolvimento, pois nosso primeiro episódio foi quando o pequeno completou 2 meses de vida (e na sequencia o de 3 meses, foi bem intenso esse período) e eu já desesperada, sentindo-me uma péssima mãe por não entender o que estava acontecendo, busquei socorro e informações na internet, além de ligar para o pediatra. E mesmo sabendo das novidades que estava por vir, era impossível estar preparada, tinha apenas consciência de que é normal, que não estávamos fazendo nada de errado, e que precisávamos ter um pouco mais de paciência nesses períodos, que logo logo eles irão passar (e estou desejando fortemente isso nesse exato momento).

– Mas afinal, o que são esses picos de crescimento e saltos de desenvolvimento?

Bem, resumidamente, os picos de crescimento são períodos em que os bebês dão um estirão, pois eles não crescem um pouco a cada dia, como pensamos, podemos até notar isso quando, de repente, algumas roupas do bebê não servem mais. Já os saltos no desenvolvimento (os mais complicados) são fases em que os pequenos aprendem novas habilidades, como pegar um objeto, rolar, engatinhar, sentar, andar, falar… Eles são comuns no primeiro ano de vida do bebê, fase de maiores descobertas ele e toda a família.

O “problema” desses períodos de mudanças bruscas, é que os bebês apresentam, digamos, efeitos colaterais: eles ficam ansiosos, ao mesmo tempo irritados, querem praticar a nova habilidade o tempo todo, até mesmo durante os períodos de sono (lembro quando o Gabriel descobriu o pé, ele acordava de madrugada para ficar brincando com o pé, e não queria ficar sozinho, eu tinha que estar ao lado dele até ele cansar e dormir novamente) e por isso ficam com o sono mais agitado e horários bagunçados, também apresentam alteração no apetite (o Gabriel mamava muito mais nessas fases, am alguns períodos do dia ele mamava de hora em hora, era exaustivo já que ele mama no peito), choram mais e exigem mais a atenção e o colo da mãe.

E tudo isso porque: “No período que imediatamente antecede o chamado salto de desenvolvimento, o bebê repentinamente pode se sentir perdido no mundo, pois seus sistemas perceptivo e cognitivo mudaram, houve uma maturidade neurológica, mas não tempo hábil para adaptação às mudanças. Então o mundo lhe parece estranho, e o resultado da ansiedade gerada é geralmente desejar voltar para sua base, ao que já lhe é conhecido, ou seja, a mamãe! Em vista disso, é comum ficarem mais carentes, precisando de mais colo, e com frequência há também alterações em seu apetite e sono.” (Guia do Bebê).

– E como lidar com essa situação?

Nessas fases, é importantíssimo manter a calma e ter um pouco mais de paciência e empatia com o pequeno (e nesse quesito o pai está anos luz a minha frente), esteja ao lado dele, mostre para ele que vocês estão passando por isso juntos. Depois que o pequeno passar por essa fase, ele voltará ao humor de antes e até mais feliz, já que superou o desafio.

– Ok, mas quando eles acontecem?

Saltos no desenvolvimento

  • 5 semanas (1 mês): visão do bebê se desenvolve consideravelmente, períodos acordados aumentam um pouco.
  • 8 semanas (quase 2 meses): sons, cheiros e sabores ficam mais perceptíveis, descobrem que mãos e pés pertencem ao seu corpo e começam a tentar controlá-lo. Após esse salto pode apresentar habilidade em virar a cabeça na direção ou a procura de um som ou algo interessante. Esse é um período em que, devido a certa insegurança que o bebê sente, ele pode procurar conforto no colo e no seio da mãe, exigir mais mamadas, porém a mãe pode ficar preocupada e achar que não tem leite suficiente, mas fique tranquila, a produção de leite irá se ajustar a necessidade do pequeno. Outras porém desistem de amamentar por não aguentarem mais aquele pequeno pendurado em seu seio de hora em hora, insaciáveis. Calma, conversem com alguém, peçam ajuda, conforto, e tenham em mente que em poucos dias ou semanas tudo voltará ao normal. (período bem agitado por aqui)
  • 12 semanas (quase 3 meses): nessa fase o bebê enxerga mais longe, tem melhor coordenação das mãos e até consegue juntá-las, torna-se mais observador e percebe que é capaz de gritar, também fica mais sensível e apegado aos pais.
  • 19 semanas (4 meses e meio): um dos saltos de maior duração (cerca de 4 semanas), o bebê nesse período fica mais impaciente, chora mais, fica mais hábil com as mãos conseguindo alcançar um objeto, sacudi-lo, colocá-lo na boca. Período também em que o sono do bebê fica mais bagunçado, agitado (aqui o Gabriel descobriu o pé, aiai).
  • 26 semanas (6 meses): nessa fase alguns bebês já conseguem sentar sozinhos e sem apoio, pois adquirem maior controle dos braços e das pernas, ficam mais carentes e querem a mãe o tempo todo, e acham ruim se saímos de perto deles. Período em que começa a introdução de novos alimentos.
  • 30 semanas (7 meses): o bebê começa a se jogar para alcançar objetos, aprende a dar tchau (o Gabriel aprendeu a mandar beijo), alguns começam a engatinhar (o meu minhocava – risos – bons tempos) e balbuciar algumas sílabas.
  • 37 semanas (8 meses e meio): o pequeno fica “temperamental”, chora com mais frequência (tenho sofrido muitoooo com isso), muda de humor o tempo todo, dorme menos, fala menos, o apetite diminui (aqui aumentou consideravelmente), chupa mais os dedos e consequentemente baba mais. Reclama na hora de trocar sua fralda e protesta ao sair do colo. O pequeno passa a entender que as coisas podem ser classificadas, como o que é comida e o que é animal. Pode apontar objetos, procurá-los se escondidos e apresentar mais destreza ao segurá-los.
  • 46 semanas (quase 11 meses): o pequeno começa a adquirir consciência de suas atitudes e a notar que existe uma ordem para as coisas, por exemplo, sapato é nos pés e chaves nas fechaduras, e querem experimentar essas novidades. Pode aprender a apontar para objetos e pessoas a nosso pedido, tentar tirar a própria roupa, falar “mamá” e “papá” direcionando corretamente para a mãe ou pai, movimenta-se mais.
  • 55 semanas (quase 13 meses): Fase em que a maioria dos bebês começa a andar, um salto muito significativo. Podem falam outras palavras além de “mamá” e “papá”.
  • 64 semanas (quase 15 meses): o pequeno começa a apresentar mais independência, come sozinho (com as mãos ou colher e garfo), atende a instruções simples como dar beijo ou apontar partes do corpo (quando lhe é solicitado), quer explorar tudo o que está ao seu alcance.
  • 75 semanas (17 meses): nessa fase o bebê pode usar até 6 palavras regularmente, gosta de brincadeiras mais complexos como jogo de imitações, dança, gosta de esconder brinquedos, separá-los por cor. Gosta de olhar livros sozinho e rabisca bem.

Picos de crescimento

  • 7 – 10 dias;
  • 2 – 3 semanas;
  • 4 – 6 semanas;
  • 3 meses;
  • 4 meses;
  • 6 meses;
  • 9 meses (em torno)

E finalmente: que possamos ter mais paciência para ajudar os nossos pequenos a superar seus desafios e alcançar seus objetivos.

Quando nasce um bebê, nasce também um pai!

“Quando nasce um bebê, nasce também um pai!” – Alguém já ouviu essa frase? Não? Pois é.

Acho injusto ler ou escutar apenas sobre como a vida da mulher muda quando ela se torna mãe, dos sacrifícios, dos esforços, do amor, de tudo o que ela vive e sente em relação ao filho, bem como ler ou escutar injúrias sobre os papais, que eles não ajudam, não participam, que a vida deles não muda em nada com o nascimento do filho… Pode ser que a mudança na vida de uma mulher seja mais intensa do que na vida de um homem, mas eu acredito que “Quando nasce um bebê, nasce uma mãe E um pai também!” Afinal, a decisão de ter um filho é do casal certo?! (pelo menos na grande maioria dos casos). E mais ou menos, ambos se tornarão pais e sofrerão com as consequências da decisão tomada. Nem todos os pais são omissos como escutamos, bem como nem todas as mães são participativas e carinhosas.

Eu vejo a situação da seguinte forma: uma parte do problema dos “pais omissos”, está na licença paternidade brasileira que é de apenas 5 dias (não que isso seja uma desculpa). Convenhamos que isso está longe de ser o ideal para o pai ter tempo de conhecer aquele novo serzinho que habita a sua casa. Quem tem filhos em casa, sabe bem que as primeiras semanas de vida com eles são muito difíceis (pra não dizer insanas) e a presença do pai nesse momento é crucial. O bacana dessa participação inicial, é que ambos aprenderão juntos a cuidar do pequeno, reconhecer os sinais do que ele precisa, identificar os tipos de choro, ajudar um ao outro. Uma alternativa para o pai aproveitar esses momentos é tirar férias no período, se for possível, assim ele terá tempo de vivenciar essa novidade junto com você.

A outra parte do problema está em nós mamães. Já parou para pensar se está incluindo o pai na vida do pequeno? Nas tarefas do dia-a-dia? Eu escuto muitas mães reclamarem da falta de participação dos pais, mas ao mesmo tempo, eu vejo essas mesmas mães impedindo-os de realizarem uma determinada tarefa alegando que eles não sabem, ou que por elas terem mais prática vão terminar mais rápido, dentre várias outras desculpas. Sim, desculpas, é assim que eu vejo. Do mesmo modo que precisamos de tempo para aprender a cuidar dos nossos bebês (lembrando que a nossa licença maternidade é de 4 a 6 meses), os pais também precisam desse tempo, e dependem de nós para incluí-los nesse período de aprendizagem. Lembram que eu falei no parágrafo anterior sobre ambos aprenderem juntos?! Então, é essa a ideia. Deixe-o participar dos cuidados do bebê desde pequeno, quem sabe aprender junto com você a trocar uma fralda, uma roupa suja, dar o banho. Aprenderem juntos desde cedo é a melhor forma de um não se sentir melhor que o outro, de mandar o medo embora e se divertirem com as situações inusitadas.

Querem exemplos??? Contarei brevemente como as coisas aconteceram aqui em casa.

Meu marido tirou 20 dias de férias para passar um tempo a mais conosco, principalmente porque decidimos não ter ajuda externa. Durante 20 dias fomos apenas nós: mamãe, papai e bebê (sem visitas no primeiro mês). Conhecendo um ao outro, revezando para dormir nos primeiros dias (achávamos que um deveria ficar acordado olhando o bebê, rio muito quando lembro disso), alternando na troca de fraldas, na troca de roupas, na hora de lavar as roupas, na hora de cozinhar, em praticamente tudo, exceto o banho, esse ficou por minha conta por um tempo, até me sentir confiante e com habilidade para ensinar ao meu marido (a pedido dele). Com 18 dias o Gabriel dormiu no próprio quartinho pela primeira vez graças ao pai, ele teve a iniciativa de colocar em prática o meu desejo. Com 1 mês e meio o Gabriel tomou seu primeiro banho de chuveiro, também graças ao pai, e aí a história se inverteu, ele deu vários banhos no pequeno, até ambos se acostumarem, para depois eu criar coragem e aprender a banhá-lo no chuveiro.

Hoje nossa rotina continua a de revezamento, claro que eu passo mais tempo com o Gabriel e faço a maior parte das coisas pois abri mão do meu trabalho para dedicar-me integralmente ao pequeno, mas as noites são praticamente do pai, e as vezes o almoço, e o pequeno acostumou-se com a rotina de tal forma que, não ter o pai a noite é muito frustrante para mim pois o pequeno fica muito agitado e ao mesmo tempo triste. O almoço sou eu quem dá, o jantar é por conta do papai, o banho cada dia é um, o ritual de brincar e alimentar as cachorras junto com o Gabriel também e na base do revezamento, de manhã sou eu e a noite é o papai.

Enfim… Falei que seria breve né (risos). Antes de simplesmente julgarem, reclamarem, ou o que quer que seja, repensem o que vocês mamães estão fazendo para incluir os papais nos cuidados com o pequeno, eles não são nossa propriedade OK. Tenho certeza que a grande maioria tem o desejo de curtir o pequeno, lembrando o que mencionei no começo deste post, a decisão de ter um filho não foi apenas da mãe, certo? Façamos a nossa parte em permitir que eles façam a parte deles, sejam pais.

E agora curtam algumas fotos do papai do ano (risos):

1

primeiros dias dormindo juntos

2

troca de fralda frustrada – ele fez cocô assim que abriu a fralda, foi tudo pro chão e um pouco na roupa do papai (risos)

3

dormindo juntos novamente

4

usando o sling pela primeira vez

5

primeiro banho de chuveiro

6

curtindo um churrasquinho

7

tomando banho ou brincando?

8

trabalhando com o papai

9

xxxxiiiiii fiz cocô papai

10

invasão da irmãzona Shasta

11

Imitando o papai

12

Golpe baixo (risos)

13

Papai aproveitando o cafuné

14

Vamos cavalinhooo!

Versão Cefálica Externa (VCE) – Virando o bebê no útero

Deparei-me recentemente com um vídeo de um médico virando um bebê dentro da barriga da mãe. Incialmente fiquei chocada, não tinha visto nem ouvido falar sobre tal situação, então resolvi pesquisar a respeito e trazer informações sobre esse procedimento para vocês.

O vídeo é este aqui: Médico consegue mudar a posição de bebê na barriga da mãe

Nas últimas semanas de gestação, cerca de 3% dos bebês encontram-se ainda em posição pélvica, ou seja, sentados, e como o andamento de um parto normal, nesses casos, é muito arriscado (mas possível de ser realizado), os médicos indicam a gestante uma cesariana.

Mas a Versão Cefálica Pélvica (VCE) vem com o objetivo de prevenir que bebês nasçam na posição pélvica.

Versão Cefálica Externa

Versão Cefálica Externa

O procedimento consiste em reposicionar o bebê, que encontra-se sentado, por meio de movimentos manuais realizados no abdome da mãe, pelo obstetra, que aos poucos verifica o andamento do procedimento por meio de ultrassonografia, ou seja, o médico faz com que o bebê de uma “cambalhota” no ventre da mãe.

O interessante é que esse procedimento era muito comum no passado, porém com o tempo, foi perdendo a popularidade devido a relatos negativos de insucesso. Mas agora, devido a estudos recentes, o procedimento tem demonstrado vantagens, desde que realizado por médicos experientes e com a avaliação por meio da ultrassonografia.

Pouco se fala sobre esse método, porque muitos médicos acreditam estar obsoleto, mas a mamãe que encontra-se nessa situação, que deseja um parto normal sem riscos ou as que não desejam passar por uma cesárea, tem o direito de conversar com seu obstetra sobre a realização desse tipo de procedimento, lembrando: desde que haja condições para o mesmo.

Papinha completa e nutritiva para o bebê

Ontem, dando a papinha salgada ao Gabriel (que come tudo direitinho, uffa) e pensando na próxima receitinha que prepararia, peguei-me pensando em como havíamos começado, quantas dúvidas eu tinha sobre tudo (risos), e aí resolvi escrever esse post, dividir com vocês um pouco do meu garimpo de informações de como preparar uma papinha completa e nutritiva para o bebê. Pesquisei em blogs que acompanho, com dicas de outras mamães, de nutricionistas, pediatras, informações que darão um norte e mais segurança para você que está começando essa nova etapa.

Foto: Honest Fare

Foto: Honest Fare

Lembro que foi na consulta de 6 meses e meio do Gabriel que o pediatra liberou a introdução da papinha salgada (desde os 5 meses ele já comia frutas amassadas e tomava sucos naturais). E apesar de o pediatra fornecer uma listinha básica de ingredientes e explicado até o modo de preparo, eu tinha receio de não fazer uma papinha saudável para o pequeno: “Que nutrientes cada alimento fornece? O que solta ou prende o intestino? Como preparar? Que quantidade adicionar de cada alimento?” Muitas dúvidas rondavam minha cabeça, foi aí que comecei minha busca por informações.

Primeiro, acredito ser importante saber o que cada ingrediente fornecerá de nutrientes ao pequeno, para isso, montei uma listinha, dividida em grupos, de alimentos a serem utilizados nas papinhas:

  1. CARNES (fonte de proteína e ferro): frango, carne (músculo) e peixe.
  2. LEGUMINOSAS (fonte de proteína, ferro e fibras): feijão, ervilha, lentilha, grão de bico, soja…
  3. TUBÉRCULOS (fonte de calorias e energia): batata, batata-doce, mandioca, mandioquinha, inhame, cará, abóbora…
  4. HORTALIÇAS COM FOLHAS – VERDURAS (fonte de ferro, ácido fólico, cálcio, fibras, vitamina A e C): brócolis, repolho, rúcula, chicória, espinafre, escarola, acelga, couve, alface, almeirão, agrião…
  5. HORTALIÇAS SEM FOLHAS – LEGUMES (fonte de ferro, ácido fólico, cálcio, fibras e vitamina A): cenoura, abobrinha, beterraba, berinjela, pepino japonês, chuchu, quiabo, couve-flor
  6. CEREAIS (fonte de proteínas e energia): arroz, aveia, fubá, centeio, milho…

Inicialmente eu usava apenas 2 ou 3 ingredientes da lista, para ter controle caso o pequeno apresentasse alguma reação alérgica, mas como no decorrer das semanas isso não aconteceu, comecei a variar, usando pelo menos um ingrediente de cada grupo (exceto cereais, pois o pediatra ainda não liberou).

Alguns alimentos prendem, outros soltam o intestino, por isso é bom preparar uma papinha equilibrada para garantir o bom funcionamento do intestino do bebê, por exemplo: todos os alimentos do item 2 (grãos) tendem a soltar o intestino, pois são ricos em fibras, bem como algumas frutas (mamão, abacate, laranja…) e verduras em geral (item 4); já os tubérculos (item 3) e algumas frutas (banana-maça, goiaba, maça…) são conhecidos por prenderem o intestino.

Preparar esses alimentos é bem simples, na verdade cada papai ou mamãe terá seu próprio método de preparo e o que vale é o resultado final, uma papinha saborosa e nutritiva, mas a minha forma é a seguinte: primeiro lavo, descasco, lavo novamente e pico todos os alimentos, coloco a cebola na panela com pouquíssimo óleo, para dar uma douradinha, depois acrescento a carne (100g conforme recomendação do pediatra), também deixo dourar para selar. Em seguida acrescendo os legumes, verduras, frito levemente e após cubro com água, coloco uma pitada de sal e tampo a panela para cozinhar não só na água mas também a vapor (o cozimento a vapor é o método mais indicado por preservar melhor os nutrientes dos alimentos).

Alimentos cozidos, eu retiro a carne (conforme recomendação do pediatra) e o restante amasso naqueles amassadores de batata junto com um pouquinho da água do cozimento.

Em cada porção de papinha também acrescento o caldinho de feijão. Antes do preparo, deixo o feijão de molho em água por pelo menos 6h, pois leguminosas em geral possuem substâncias (oligossacarídeos) que tendem a fermentar no intestino causando gases. O cozimento segue da forma tradicional, na pressão. Após cozido eu amasso com a ajuda de um garfo e um pouco da água do cozimento, passo por uma peneira para separar a casca, e coloco em forminhas de gelo para congelar. Ao servir a papinha, acrescento 1 ou 2 cubinhos do caldinho de feijão e pronto.

Essa semana entramos na fase de adicionar a gema de ovo cozida, e por ser um alimento alergênico, deve ser acrescentado com cautela, apenas 1/4 da gema em cada porção, e a medida que o pequeno for aceitando, vá aumentando a quantidade até chegar a acrescentar a gema completa. O preparo também é simples: cozinhe o ovo entre 10 a 15 minutos, para evitar a intoxicação por bactérias.

Bom… essas são algumas dicas básicas que me ajudaram muito e espero que ajudem vocês também, mas é claro que o que conta mesmo é a orientação do seu pediatra, alguns podem ser mais restritivos e é muito importante seguir as instruções dadas, pois ele é quem acompanha e conhece um pouco melhor a saúde do seu pequeno.